Quando O Perfeccionismo Vira Armadilha?

O perfeccionismo pode ser um impulsionador de sucesso, mas também uma armadilha para a saúde mental. Especialistas discutem como a busca incessante pela perfeição

Publicado 05/04/2025 às 15:41 por Alex Torres

Almejar a excelência é geralmente visto como uma qualidade. Mas, em alguns casos, essa busca incessante pode se transformar em um pesadelo. Especialistas discutem como o perfeccionismo pode afetar nossa saúde mental e vida profissional.

Eduardo Keegan, renomado psicólogo da Universidade de Buenos Aires (UBA), destaca que o perfeccionismo pode ser uma faca de dois gumes. Enquanto pode nos motivar a alcançar grandes feitos, também pode levar à ansiedade e à insatisfação crônica.

Perfeccionismo: Aliado ou Inimigo?

Testemunhos de atletas de elite, como **Novak Djokovic**, ilustram como o perfeccionismo contribui para sucessos impressionantes. Contudo, quando ele passa de uma busca construtiva para um medo constante de falhas, o cenário muda.

Keegan menciona que o perfeccionismo clínico é uma tendência negativa, associada a transtornos emocionais. Este tipo de perfeccionismo gera temor e autocrítica severa, podendo levar ao desespero caso metas elevadas não sejam alcançadas.

A Compreensão nos Tratamentos

Segundo estudos realizados na UBA em 2000, o tratamento do perfeccionismo desadaptativo através da terapia cognitivo-comportamental tem mostrado resultados eficazes. Esta abordagem encoraja adaptações de comportamento mais flexíveis, reduzindo o medo dos erros.

O Papel do Perfeccionismo na Saúde Mental

Diego López de Gomara, psiquiatra de destaque na Argentina, adverte: o perfeccionismo pode ser estimulante ou limitante. O ponto crítico se encontra na aceitação da imperfeição como parte do processo e não como um problema.

O psicanalista López de Gomara diz que a chave está em distinguir quando o perfeccionismo é construtivo ou quando se torna uma barreira, impedindo o desfrute dos resultados alcançados.

O Superyó e o Perfeccionismo

A visão psicanalítica, conforme abordada pela **Dra. Patricia O’Donnell**, sugere que um **superyó rígido** pode ser a raiz de um perfeccionismo patológico. Essa instância psíquica impõe normas externas severas que provocam sofrimento.

Como Lidar com o Perfeccionismo Alheio

Entender a origem da autoexigência é crucial ao lidar com alguém perfeccionista. Comentários como “não seja tão exigente” costumam ser ineficazes. Ajudar a pessoa a reconhecer seus excessos é mais útil.

Sebastián Saravia sugere não ceder ao perfeccionismo alheio. Mantendo nossas atitudes, evitamos ser afetados por essa expectativa irreal.

Em resumo, o perfeccionismo saudável reconhece e aceita erros enquanto persegue metas realistas. O perfeccionismo tóxico surge quando buscamos a perfeição inalcançável, resultando em desapontamento contínuo e potencial perturbação emocional.

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