Estudo revela impacto da atividade física na qualidade de vida dos idosos

Um estudo da Universidade de Cambridge, envolvendo aproximadamente 1.500 idosos, destaca a relação entre a redução da atividade física e o aumento do comportamento sedentário com a deterioração da qualidade de vida. A pesquisa sugere a adoção de atividades físicas de intensidade

Publicado 01/02/2024 às 10:37 por Cintia Dominguez

A pesquisa realizada pela renomada Universidade de Cambridge examinou indiv√≠duos acima de 60 anos e constatou que uma vida menos ativa est√° diretamente ligada a uma qualidade de vida inferior. O estudo tamb√©m apontou que comportamentos sedent√°rios, como assistir televis√£o ou ler por per√≠odos prolongados, t√™m um impacto negativo no bem-estar dos idosos. Essas descobertas ressaltam a import√Ęncia de estimular estilos de vida ativos entre a popula√ß√£o mais velha.

Dharani Yerrakalva, especialista do Departamento de Sa√ļde P√ļblica e Cuidados Prim√°rios da Universidade, enfatiza a relev√Ęncia de se manter ativo e, sempre que poss√≠vel, interromper per√≠odos longos de inatividade. A especialista destaca que isso √© crucial em qualquer fase da vida, mas ganha ainda mais import√Ęncia na terceira idade.

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Recomenda√ß√Ķes para uma vida ativa

Para promover uma vida saud√°vel e minimizar os riscos de doen√ßas como doen√ßas card√≠acas, acidente vascular cerebral, diabetes e c√Ęncer, o NHS (Servi√ßo Nacional de Sa√ļde do Reino Unido) recomenda a pr√°tica de pelo menos 150 minutos de atividades f√≠sicas de intensidade moderada ou 75 minutos de atividades de alta intensidade por semana. Para os idosos, sugere-se tamb√©m a interrup√ß√£o de per√≠odos longos de sedentarismo com atividades leves ou, pelo menos, per√≠odos em p√©, o que j√° apresenta benef√≠cios significativos para a sa√ļde.

  • Uma caminhada r√°pida di√°ria, idealmente por cerca de 20 minutos
  • Jardinagem
  • Passeios de bicicleta
  • T√™nis ou Padle
  • Dan√ßa

Metodologia e descobertas da pesquisa

A equipe de pesquisa liderada pela Universidade de Cambridge avaliou os n√≠veis de atividade f√≠sica de 1.433 participantes com 60 anos ou mais por meio de aceler√īmetros, no √Ęmbito do estudo EPIC-Norfolk. A pesquisa tamb√©m analisou a qualidade de vida relacionada √† sa√ļde, incluindo dor, capacidade de cuidar de si mesmo e ansiedade/humor, atribuindo aos participantes uma pontua√ß√£o entre 0 (pior qualidade de vida) e 1 (melhor).

Os resultados, publicados na revista científica Health and Quality of Life Outcomes, mostraram que, em média, seis anos após a primeira avaliação, homens e mulheres reduziram suas atividades físicas moderadas a vigorosas em cerca de 24 minutos por dia. Paralelamente, o tempo total sedentário aumentou aproximadamente 33 minutos por dia para homens e 38 para mulheres.

Aqueles que praticaram mais atividades de intensidade moderada a vigorosa e passaram menos tempo em comportamentos sedentários na primeira avaliação demonstraram uma qualidade de vida superior posteriormente. Por cada hora adicional de atividade física, observou-se um aumento de 0,02 no score de qualidade de vida.

Por outro lado, cada minuto di√°rio a menos de atividade f√≠sica moderada a vigorosa medido seis anos ap√≥s a primeira avalia√ß√£o resultou em uma redu√ß√£o de 0,03 na pontua√ß√£o de qualidade de vida. Al√©m disso, aumentos no comportamento sedent√°rio tamb√©m foram associados a uma menor qualidade de vida ‚Äď uma queda de 0,012 no score por cada minuto adicional por dia ap√≥s seis anos. Isso significa que um indiv√≠duo que passou 15 minutos a mais sentado diariamente teve uma redu√ß√£o de 0,18 no score.

Os especialistas destacam que uma melhora de 0,1 ponto nos scores de qualidade de vida está associada a uma redução de 6,9% na mortalidade precoce e uma diminuição de 4,2% no risco de hospitalização.

Perspectivas de especialistas

Dr. Dharani Yerrakalva refor√ßa que as melhorias no comportamento f√≠sico podem ajudar a manter uma qualidade de vida melhor. A atividade f√≠sica reduz a dor em condi√ß√Ķes comuns como osteoartrite e melhora a for√ßa muscular, permitindo que os idosos continuem cuidando de si mesmos. Al√©m disso, a depress√£o e a ansiedade, que afetam a qualidade de vida, podem ser amenizadas por meio de uma vida mais ativa e menos sedent√°ria.

O estudo EPIC-Norfolk √© financiado pelo Conselho de Pesquisa M√©dica e pelo Cancer Research UK, evidenciando o compromisso cont√≠nuo com o avan√ßo da sa√ļde e bem-estar dos idosos.

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