O Impacto do Tempo de Tela no Desenvolvimento Infantil: Um Olhar Detalhado

Num mundo cada vez mais conectado, cientistas da Tohoku University trazem √† luz as implica√ß√Ķes do uso precoce de dispositivos digitais nos pequenos. Um estudo minucioso aponta poss√≠veis atrasos no desenvolvimento comunicativo e na solu√ß√£o de problemas em crian√ßas que, antes mesmo

Publicado 14/01/2024 às 11:27 por Alex Torres

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Era uma vez, na terra do sol nascente, pesquisadores da Tohoku University, em uma aliança erudita com a Hamamatsu University School of Medicine, embarcaram em uma missão de desvendamento. Seu foco? Os efeitos do tempo diante de telas nos tenros anos de vida de uma criança. Publicado em JAMA Pediatrics, o estudo revela uma correlação preocupante entre a quantidade de tempo que crianças de um ano passam diante de telas e atrasos em seu desenvolvimento subsequente.

A pesquisa envolveu 7.097 d√≠ades de m√£es e filhos. A exposi√ß√£o a telas foi meticulosamente avaliada, abrangendo um arsenal tecnol√≥gico que se estende de televis√Ķes a jogos eletr√īnicos, passando por tablets e smartphones. Pais e m√£es, atrav√©s de question√°rios, foram os narradores dessa exposi√ß√£o.

A Dan√ßa dos N√ļmeros

  • Crian√ßas participantes: Quase equilibrada a divis√£o, com 51,8% meninos e 48,2% meninas.
  • Exposi√ß√£o √†s telas: Categorizada em quatro n√≠veis, variando de menos de uma hora a mais de quatro horas di√°rias.

O Labirinto do Desenvolvimento Infantil

√Ä medida que as crian√ßas avan√ßavam para a idade de dois e quatro anos, seus progressos foram avaliados como se fossem valiosas joias, cada uma com sua peculiaridade e brilho. Os campos do desenvolvimento ‚Äď comunica√ß√£o, motor grosso e fino, resolu√ß√£o de problemas e habilidades sociais e pessoais ‚Äď foram analisados, com um olhar que busca compreender as nuances de cada dom√≠nio.

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Entre Causas e Consequências

Uma revelação instigante surgiu: o tempo de tela aos um ano mostrou-se relacionado a atrasos no desenvolvimento aos dois anos em todos os domínios, exceto motor grosso. No entanto, aos quatro anos, os atrasos se restringiram apenas à comunicação e solução de problemas. A técnica estatística empregada sugeriu uma associação dose-resposta, indicando que o nível de atraso no desenvolvimento estava vinculado à quantidade de tempo de tela.

O Futuro Sob Novas Lentes

Taku Obara, epidemiologista da Tohoku University e autor correspondente do artigo de pesquisa, compartilha perspectivas √ļnicas. Ele destaca a import√Ęncia de tratar separadamente os dom√≠nios do desenvolvimento nas futuras an√°lises dessa associa√ß√£o com o tempo de tela, visto que os atrasos variam e, em alguns casos, n√£o se manifestam em certas etapas da vida.

A g√™nese dessa pesquisa repousa sobre evid√™ncias recentes da Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde e da Academia Americana de Pediatria, que indicam que poucas crian√ßas aderem √†s diretrizes de tempo de tela, fundamentais para assegurar atividade f√≠sica adequada e intera√ß√£o social. Obara enfatiza que, apesar do aumento significativo no tempo de tela durante a pandemia de COVID, a pesquisa n√£o estabelece uma rela√ß√£o de causalidade com os atrasos no desenvolvimento, mas uma associa√ß√£o que deve ser aprofundada em estudos futuros, diferenciando os tipos de exposi√ß√£o a telas.

Um estudo como este n√£o conclui a hist√≥ria, mas abre cap√≠tulos para novas narrativas sobre o desenvolvimento infantil na era digital. Um convite √† reflex√£o sobre como balancear os mundos f√≠sico e virtual na jornada das novas gera√ß√Ķes.

Referência: Screen Time at Age 1 Year and Communication and Problem-Solving Developmental Delay at 2 and 4 Years por Ippei Takahashi, Taku Obara, e outros colaboradores, publicado na JAMA Pediatrics.DOI: 10.1001/jamapediatrics.2023.3057

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